Período Interbíblico – Israel, de reino autônomo a domínio romano (parte final)

Dando sequência ao estudo, chegamos à última parte, onde Israel consegue sua independência dos selêucidas e se estabelece reino autônomo. Essa estabilidade, porém, dura pouco diante do poder bélico do Império Romano.

Macabeus

O fim do domínio Selêucida

Como era previsto, Diódoto Trifão via a Judéia, agora província autônoma, como uma ameaça à hegemonia selêucida e discordava da forma benevolente como Dionísio tratava os judeus. Por este motivo, tentou uma aproximação amistosa com Jônatas e o convenceu a segui-lo ate a cidade de Ptolemaida, onde o traiu, matou sua tropa e o fez refém. Imediatamente os judeus constituíram Simão Macabeu, irmão de Judas e Jônatas, como sumo sacerdote. Simão trata imediatamente de fortalecer os muros de Jerusalém e de inflamar as tropas contra Trifão, já que muitos desanimavam com a captura de Jônatas. Trifão fez menção de libertar Jônatas se lhe fossem enviados 2 de seus filhos com uma soma de resgate de 100 talentos de prata. Embora Simão não confiasse em Trifão, tentou salvar o irmão e enviou seus sobrinhos e o resgate, porém, como esperado, Trifão matou não só a Jônatas como também seus filhos e tentou tomar Jerusalém novamente, mas foi obrigado a recuar mediante a fúria das tropas de Simão.

De volta a Antioquia, em 142 AC, Trifão encomendou a morte de Antíoco Dionísio, fazendo parecer um acidente, e usurpa o trono selêucida. Isso poderia acabar com a dinastia, se o próprio exército de Trifão, insatisfeito com os desmandos do novo líder, não tivesse procurado Cleópatra Thea, ex-mulher de Alexandre Balas e Demétrio Nicator, buscando uma forma de destronar Trifão. Cleópatra localizou então o irmão de Nicator, Antíoco Sideta, que se encontrava no ostracismo, e propôs que se casasse com ela e herdasse assim o trono selêucida, o que aconteceu em 138 AC. Trifão, por sua vez, foi condenado e preso em Apaméia, mas se suicidou pouco depois do cárcere.
Nesse imbróglio da família real dos selêucidas, Simão Macabeu se aproveita do momento pacífico e consegue no senado romano o reconhecimento da dinastia dos Hasmoneus, o que conferia à Judéia uma semi-independência do reino dos selêucidas, em 139 AC.

Simon-Maccabaeus

Éfige de Simão Macabeu. Os governantes hasmoneus cunharam moedas com o objetivo de reforçar a imagem de Israel como reino independente.

Como não poderia deixar de ser, Antíoco Sideta logo voltou sua atenção para Jerusalém, tratando a Simão Macabeu inicialmente como aliado, mas logo se voltando contra ele. Simão resistiu a Sideta, que não foi capaz de vencê-lo e acabou envolvido com problemas internos de seu reino, deixando os judeus em paz, o que serviu bem à consolidação da dinastia Hasmoneana. Buscando estabelecer relações pacíficas com os povos ao redor, Simão havia dado sua filha em casamento ao governador de Jericó, chamado Ptolemeu. Em 135 AC, Ptolemeu convidou seu sogro, mulher e filhos para um banquete, mas sua intenção era tomar o controle da Judéia, motivo pelo qual assassinou Simão à traição e fez de reféns a viúva e seus dois filhos, além de mandar matar o único filho ausente, João Hircano. Ao ser avisado do acontecido, Hircano fugiu para Jerusalém, que o abrigou e fechou as portas para Ptolemeu. Hircano não conseguiu resgatar sua mãe e irmãos, que foram mortos, enquanto Ptolemeu fugiu para Filadélfia, na Ásia Menor. O sucessor de Sideta, Antíoco Sóter, após um cerco a Jerusalém, faz um tratado de paz com Hircano, que lutou contra os partos ao seu lado, mas Sóter viria a morrer nesse embate, em 129 AC. O trono selêucida entraria em franca decadência logo em seguida.

Hircano se valeu da morte de Antíoco Sóter e da perda de poder dos selêucidas para consolidar seu governo e a força da Judéia sobre as cidades-estados vizinhas. Reforçou suas tropas, pois já não se recolhiam impostos para nenhum dominador. Apoderou-se de Medeba e Samega, na Síria, Siquém, Gerizim e Citópolis, em Samaria, e Adora e Maressa, de Edom, impondo a essas cidades as práticas religiosas e leis judaicas. Arrasou Sebaste, principal cidade de Samaria, e, em 128 AC, destruiu o templo no monte Gerizim. Também fez, assim como seus antecessores, uma renovação da aliança com a república romana. Hircano era mais alinhado com os interesses dos fariseus, embora alguns considerassem que ele não seguia à risca toda a lei, muito provavelmente devido aos aspectos políticos de seu governo, sem falar que nenhum dos Macabeus ou seus descendentes pertenciam à estirpe sacerdotal, o que o levou a se aproximar dos saduceus, que em alguns anos seriam os principais responsáveis pela administração do templo e das coisas públicas.

Embora tenha levado Jerusalém praticamente à posição de cidade-estado e consolidado uma posição de poder na região da Judéia, Hircano nunca se declarara rei. O cargo de sumo sacerdote, no entanto, passaria a ter uma forte representação política e de status. Faleceu em 104 AC, deixando Israel na condição de reino independente e aliado da república romana.

 

Israel volta a ser reino independente

O esforço dos Macabeus fez com que, em pouco mais de 60 anos, Israel deixasse de ser um reino vassalo para se tornar independente. Contudo, manter essa condição não seria muito simples, pois a ganância dos herdeiros de João Hircano e o cumprimento de uma das profecias de Daniel em breve iriam cooperar para a ruína deste povo.

Aristóbulo I

Aristóbulo I

Hircano teve 5 filhos. Em seu leito de morte, deixou o governo nas mãos de sua mulher. Porém seu filho mais velho, Judas, que assumiu o nome de Aristóbulo, mandou encarcerar sua própria mãe e 3 de seus 4 irmãos, mantendo consigo apenas seu irmão Antígono como co-regente, pois assumiu oficialmente o título de rei. Os atos de Aristóbulo incomodavam o povo e os líderes, uma vez que deixou sua mãe morrer de fome na prisão e mandou matar Antígono por uma calúnia de ameaça ao trono, sem nem confirmar os fatos, o que depois se provou não ser verdade. Aristóbulo já estava doente e, pouco depois do assassinato de Antígono, se viu tomado de um remorso tão grande que agravou seu estado. Morreu em 103 AC, com pouco mais de 1 ano de reinado. Sua mulher, Salomé Alexandra, soltou seus outros irmãos e fez do mais velho deles, Alexandre Janeu, rei no lugar de Aristóbulo.

O primeiro ato de Janeu foi mandar matar um dos irmãos, que disse ser um conspirador que cobiçava o trono, e tratou o outro com benevolência, pois preferiu levar uma vida comum e privada. Janeu deu continuidade às conquistas iniciadas por Hircano, mas a imposição das regras rituais às cidades vencidas começaram a provocar revoltas. Internamente, com incitação principalmente dos fariseus, Janeu também era odiado pelos judeus, mas tinha ciência disso, tanto que, pouco antes de morrer, disse à rainha Salomé Alexandra, sua esposa, que se aproximasse deles a fim de garantir a simpatia do povo e a estabilidade do reino. Janeu morreu em seguida, em 76 AC, e Alexandra fez segundo suas orientações, apresentando inclusive o corpo de seu marido aos fariseus para que fizessem a ele como achassem melhor, se entregando completamente a seu conselho. O efeito disso é que, subitamente, Janeu se tornou um grande homem, lhe foi feito um suntuoso funeral e, a seu pedido em testamento, Alexandra foi feita regente de Israel até que seus filhos tivessem idade para governar, mas o que aconteceu foi que ela governou até sua morte, pois enxergava a ambição de seus filhos, Hircano e Aristóbulo, pelo poder.

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Salomé Alexandra, esposa de Alexandre Janeu, conseguiu se estabelecer como rainha com o apoio do partido dos Fariseus

Nesse período, os fariseus tiveram plenos poderes na corte judaica, estando ombro a ombro com a rainha, que não criava muitas barreiras para o que queriam fazer. Os fariseus se aproveitaram muito dessas concessões, fizeram do Sinédrio o mais alto tribunal de causas religiosas e sociais dos judeus, composto integralmente por fariseus, e condenaram à morte muitos adversários, ao ponto de quase causarem uma guerra civil. Alexandra fez de Hircano, seu filho mais velho, sumo sacerdote, enquanto Aristóbulo empreendia causas próprias. A rainha morreu em 67 AC, deixando os filhos em ferrenha disputa pelo trono. João Hircano II assumiu como rei por ser o filho mais velho, mas ficou por apenas alguns meses no trono, pois seu irmão Aristóbulo II o destituiu e tomou o lugar de rei. Hircano foi se refugiar com o governador dos Edomitas, agora chamados Idumeus, Antipater, que percebeu a falta de maldade de Hircano e o encorajou a se levantar contra Aristóbulo, mas ele não reagiu. Após muita insistência de Antipater, a seu pedido, Hircano foi se refugiar com Aretas, rei dos árabes, a quem o rei Idumeu pediu com insistência que ajudasse Hircano a voltar ao poder, o que ele aceitou com a promessa que os territórios árabes tomados pelos judeus lhe fossem devolvidos. As intenções de Antipater, embora parecessem muito bondosas e fraternas, na verdade traziam um estratagema de poder e vingança. Os Idumeus eram historicamente inimigos e Israel, representados no AT por Edom, nação irmã de Israel, fundada por seu irmão Esaú, que estavam subjugadas ao governo judeu desde o reinado de João Hircano. Ao dominar os Idumeus, Israel lhes colocou impostos e ainda obrigou-os a adotar a lei e os costumes religiosos judaicos, entre eles a circuncisão forçada. Antipater era submisso aos romanos e havia conseguido alguma autonomia para os Idumeus, de modo que o real escopo de suas intenções era enfraquecer o estado judeu para, em breve, tomar o poder. Ele era o pai daquele que seria conhecido como Herodes, O Grande.

Em 65 AC, Aretas atacou e tomou Jerusalém, mas Aristóbulo se refugiou no templo, que ficou sob cerco por mais 1 ano. Como nenhum dos lados cedia, tanto Hircano quanto Aristóbulo solicitaram um terceiro para mediar a questão, uma nação aliada que poderia garantir o trono de qualquer um deles: A república romana.

 

A dominação Romana

Monstro – Roma (Dn. 7:7)

 

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A descrição do último animal é de um ser incomensurável, não havendo forma de representação que o defina. Alguns o representam como um tipo de dragão com 10 cornos, desenhos mais antigos o mostram como um tipo de felino de grande porte dotado de chifres. Representa o império romano, que é um misto de poderoso e pagão. Com dentes e garras de ferro, dominaria a todos, assim como de fato fizeram, utilizando sua disciplinada e poderosa legião. Roma se tornou uma república a partir de 509 AC e passa a ser classificada como império em 27 AC. O grande poderio romano manteve Israel como vassalo de 63 AC até a queda de Roma em 476 AD. No ano 66 AD, após uma revolta de sicários, judeus tomaram a praticamente inexpugnável fortaleza de Massada e a cidade de Jerusalém, levando à Primeira Guerra Judaico-Romana (ou Grande Revolta Judaica), sufocada em 73 AD. Na tomada de Jerusalém, ocorrida no ano 70 AD, a cidade e o templo foram destruídas pelo general romano Tito. Quanto aos cristãos, sofreram severa perseguição nos primeiros séculos, mas em 313 receberam indulto do imperador Constantino, que decretou liberdade religiosa no império (Édito de Milão), e em 380 o cristianismo foi declarada religião oficial pelo imperador Teodósio (Édito de Tessalônica).

Tanto Hircano quanto Aristóbulo procuraram os romanos a fim de garantir seu próprio reinado, enviando até mesmo subornos em troca de uma intervenção contra seu adversário. Depois te tomar o dinheiro de ambos, Pompeu, militar e político romano, marchou contra Jerusalém e levantou cerco contra ela em 63 AC. Ao custo da vida de 12.000 judeus mas poucos romanos, Pompeu invadiu Jerusalém e o templo, derrotando Aristóbulo. Ele respeitou o templo, não destruindo nada e nem tomando nenhum de seus tesouros, antes mandou limpar o templo para que rapidamente fosse restabelecido o culto na sua normalidade. Também restabeleceu Hircano como sumo sacerdote, mas o proibiu de voltar a se apresentar como rei, pois Israel agora pertencia à república romana e por isso devia tributos a Roma, pelo que Hircano passou a ser tratado pelos romanos como etnarca (o principal de uma etnia), tendo seu poder restrito a Jerusalém. Era o fim da curta independência de Israel pós-exílio.

A natureza pacata e a forma pouco tenaz de governar de Hircano, que deixava até de recolher impostos, foram cooperando para o aumento de poder dos idumeus, na figura de Antipater e seus filhos, que manipulavam Hircano como queriam. Em 47 AC, Hircano perde a pouca autoridade que lhe restara quando os romanos entregam a Anipater o governo da Judéia, que coloca seu filho mais velho, Fasael, como governador de Jerusalém e seu filho mais novo, Herodes, como governador da Galiléia. Antipater seria assassinado em 43 AC, deixando o caminho ao poder pavimentado para seus filhos, mas outros dominadores tentavam abarcar a Judéia e anexar a seu império. Os Partos estavam fazendo várias incursões na região e, numa delas, chegaram a Jerusalém, em 40 AC, capturaram Fasael e Herodes, depuseram e mutilaram as orelhas de Hircano para que não pudesse voltar a ser sumo sacerdote (com base em Levítico 21:17-21) e estabeleceram Antígono II, filho de Aristóbulo II, como rei e sumo sacerdote. Fasael se suicidou na prisão, mas Herodes conseguiu escapar dos partos e buscar auxílio dos romanos, conseguindo que o senado o declarasse “rei dos judeus”. Com o apoio dos romanos e suas legiões, Herodes levantou cerco contra Jerusalém de 39 AC a 37 AC, culminando na deposição de Antígono II, que foi deportado para Antioquia e executado com outros 45 apoiadores. Hircano seria morto em 30 AC, acusado por Herodes de traição. A dinastia dos Hasmoneus chegava ao fim e os herodianos ficariam por quase 130 anos no governo da Judéia.

 

Governo Idumeu

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Hircano II foi o último rei hasmoneu. Sua forma frouxa e inconstante de governo levou-o a ser manipulado pelos idumeus, o que acabaria levando Herodes ao poder.

Com o apoio dos romanos, a partir de 37 AC a dinastia herodiana foi estabelecida, tendo como primeiro rei Herodes, O Grande. Este rei fez muitas coisas para tentar ser aceito pelos judeus: durante o cerco, conseguiu impedir o general romano Sósio de profanar e saquear o templo, pagando um resgate de sua própria mão; casou-se com a filha de Aristóbulo II, Mariamne, da linhagem dos hasmoneus, a fim de dar a imagem de continuidade da dinastia; empreendeu uma grande obra de reforma do templo, com mais de 1.000 trabalhadores; construiu o porto de Cesaréia, o que movimentava o comércio de Israel com outras nações; reconstruiu prédios e fortalezas de Jerusalém e da Judéia, inclusive seu próprio palácio; abriu poços de água e canalizou águas para dentro da cidade; proveu cultura e educação helenizada para o povo. Nada disso, porém, ajudou muito na reputação do governante. O que sempre sobressaía de Herodes era seu comportamento colérico, por vezes vil e até mesmo homicida.

Embora houvesse benefícios, a população sofria com impostos pesados. Levantes ou pequenas revoltas eram sufocadas com extrema violência pela guarda pessoal de Herodes, que contava com cerca de 2.000 soldados, além da presença das legiões romanas. Muito das ações e obras dele visavam impressionar os romanos e assegurar sua posição sem que tivesse que se submeter a um governador romano, o que de fato aconteceu, mas essa posição também o tornava impopular diante dos judeus. Diz-se ainda que era ciumento e possessivo, vendo sempre a traição em seus familiares, o que o levou a assassinar Mariamne e, anos depois, seus 2 filhos, Aristóbulo III e Alexandre, o que erradicou os hasmoneus em definitivo. Outra prova dessa cólera descontrolada aparece no relato bíblico de Mateus, onde Herodes promove um infanticídio em seus domínios, já que, segundo uns astrônomos que apareceram em seu palácio, um novo rei havia nascido e isso ameaçava seu trono. O ano é cerca de 6 AC, onde começa o relato bíblico do Novo Testamento.

Herodes morreria em 4 AC, deixando seu reino a seu filho Arquelau. A dinastia herodiana que se seguiu nunca teve um líder com a mesma capacidade de Herodes, O Grande, tanto que o governo de Arquelau durou apenas 3 anos. Logo, os outros filhos de Herodes seriam tetrarcas ou etnarcas, mas não conseguiram se firmar sobre o título de “rei dos judeus” como seu pai, o que levou o agora império romano a colocar governadores sobre a região, que faziam a conexão do rei com Roma.

 

A busca pelo Messias

Depois da queda dos governantes Hasmoneus, Israel entrou num período misto de melancolia e revolta. A dinastia hasmonéia mal havia durado 1 século e novamente dominadores externos reinavam sobre eles. Tão logo Herodes assumiu, pessoas proeminentes mais revoltadas se voltaram para o conceito messiânico pregado pelos essênios, onde o messias seria o libertador de Israel, mas à medida que o ensino ia se difundindo, a imagem do messias esperado ia se transformando na de um general resignado como Judas Macabeu. Pelas palavras de Jesus, advertindo quanto aos falsos “cristos”, e os relatos de Josefo, era comum que todos os dias surgisse um novo autoproclamado messias.

A Bíblia nos cita pelo menos dois deles, que também podem ser confirmados historicamente nos relatos de Josefo. Um deles é o já citado Judas Galileu, que iniciou a seita dos zelotes, mas sua morte prematura impediu que ele fosse considerado assim, embora a seita dos zelotes perseverasse. O outro é Teudas, que atuou como um pregador messiânico que se propunha a liderar massas judaicas, para fins de renovação religiosa e social. Proclamando-se um profeta mandado por Deus para socorrer o povo, recorreu à tradição do herói nacional, Moisés, assegurando ser capaz de “abrir as águas” do rio Jordão. Segundo o relato bíblico, Teudas arrebanhou cerca de 400 pessoas, mas foi capturado e morto, o que fez seus seguidores se dispersarem. A descrição, tanto de Teudas quanto de Judas, é dada pelo mestre Gamaliel em Atos 5:35-39. Por sinal, a profecia de Jesus sobre o surgimento de diversos messias depois dele, em Mateus 24:4-5 e 23-24, continua se cumprindo até hoje.

Conclusão

Mesmo diante das situações difíceis que Israel passou, seja em apostasia, seja em renovação religiosa, vemos que Deus continua cumprindo sua aliança. Povos e impérios caíram, civilizações desapareceram, guerras aconteceram, mas Israel continua a existir e os judeus não são erradicados, como tantos povos da época que não existem mais. Por mais que o homem falhe, a promessa de Deus de manter o seu povo é eterna, imutável e não pode falhar.

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Biografia

JOSEFO, Flávio. História dos Hebreus: De Abraão à queda de Jerusalém. Rio de Janeiro: CPAD, 2013

Bíblia Católica, livros I e II Macabeus

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